O presidente do Movimento dos Estudantes Angolanos (MEA), Simão Formiga, foi colocado em liberdade na tarde desta quarta-feira, depois de permanecer detido durante dois dias sem acusação formal.
De acordo com declarações prestadas à DW, o líder estudantil explicou que foi detido na segunda-feira, após manifestar apoio a estudantes do Instituto Superior Politécnico Kangonjo, na província do Icolo e Bengo. Os estudantes protestavam contra a falta de marcação das defesas dos trabalhos de fim de curso, apesar de terem efectuado os respectivos pagamentos há mais de três anos.
Segundo os relatos, cada finalista terá desembolsado mais de 500 mil kwanzas em emolumentos, equivalente a cerca de 460 euros, sem que até ao momento tenham sido realizadas as defesas académicas.
Além de Simão Formiga, outro membro da direcção do Movimento dos Estudantes Angolanos também foi detido pelas autoridades. Ambos foram posteriormente libertados sob termo de identidade e residência, devendo apresentar-se mensalmente ao Ministério Público enquanto o caso continua sob acompanhamento.
A detenção dos dirigentes estudantis ocorreu depois de os estudantes solicitarem apoio formal ao MEA para acompanhar e mediar as reivindicações junto da instituição de ensino.
Até ao momento, a direcção do Instituto Superior Politécnico Kangonjo ainda não se pronunciou publicamente sobre as acusações apresentadas pelos estudantes nem sobre os atrasos no processo académico.
O caso continua a gerar reacções entre estudantes e membros da sociedade civil, levantando debates sobre direitos estudantis, liberdade de manifestação e transparência na gestão das instituições de ensino superior em Angola.
Fonte: DW
Musseque News – Informação para todos.


















