Um dos casos criminais mais chocantes do Recôncavo Baiano, no Brasil, revelou uma alegada obsessão que terminou em tragédia. Três mulheres da mesma família morreram envenenadas em menos de duas semanas, num crime que, segundo as investigações, teria sido motivado por uma paixão doentia.
O caso aconteceu no distrito de Nagé, município de Maragojipe, onde Elisângela Almeida de Oliveira, pastora de uma igreja frequentada pela família de Jeferson Brandão, de 29 anos, teria desenvolvido uma paixão obsessiva pelo homem.
De acordo com as investigações, Elisângela aproximou-se da família com demonstrações constantes de carinho e apoio. Chegou a insistir para que Jeferson a chamasse de mãe e teria pago sozinha cerca de 15 mil reais para ajudar na realização do casamento dele com Adriane Ribeiro Santos, de 23 anos.
Contudo, por trás da relação aparentemente amigável, as autoridades acreditam que existia um sentimento de obsessão. O conflito agravou-se quando o casal passou a limitar as visitas da pastora, que se tornavam cada vez mais frequentes e invasivas.
Segundo a acusação, aproveitando-se da confiança da família e do acesso à residência, Elisângela misturou inseticida agrícola em alimentos e bebidas consumidos pelas vítimas.
A primeira vítima foi Gleysse, de apenas 5 anos, que morreu em 30 de julho de 2018. Na semana seguinte, a irmã mais nova, Ruteh, de 2 anos, também perdeu a vida após ser envenenada.
Poucos dias depois, em 13 de agosto, Adriane Ribeiro Santos, ainda devastada pela perda das filhas, teria consumido um chocolate quente servido pela pastora antes de um culto religioso. A jovem foi levada de urgência para uma unidade hospitalar, mas não resistiu.
As três mortes ocorreram sempre às segundas-feiras, circunstância que chamou a atenção das autoridades durante as investigações.
O caso gerou grande comoção no Brasil e continua a ser lembrado como um dos crimes mais perturbadores envolvendo motivação passional e abuso de confiança.
Fonte: Jenni – Casos Criminais
















