A Universidade de Évora atribuiu o Prémio Vergílio Ferreira 2026 ao escritor José Luís Peixoto, reconhecido como um dos mais destacados autores da literatura portuguesa contemporânea.
A cerimónia solene decorreu na Sala dos Docentes do Colégio do Espírito Santo, em Évora, num momento particularmente simbólico, celebrado um dia após assinalarem-se 33 anos do falecimento de Vergílio Ferreira, autor que dá nome à distinção.
Prémio celebra trajetória literária
Criado em 1997 pela Universidade de Évora, o Prémio Vergílio Ferreira distingue anualmente escritores cuja obra tenha contribuído de forma relevante para a literatura de língua portuguesa.
Mais do que uma homenagem individual, a distinção atribuída a José Luís Peixoto reconhece um percurso literário consistente, marcado por obras que conquistaram leitores em diversos países e que têm contribuído para levar o nome de Portugal e do Alentejo ao panorama literário internacional.
A literatura como continuidade da memória
Durante a sua intervenção na cerimónia, José Luís Peixoto evocou a sua ligação afetiva à cidade de Évora e refletiu sobre o papel da literatura na preservação da memória coletiva.
“A literatura é uma forma de honrar o passado. Filhos e escritores são continuadores”, afirmou o autor.
O escritor destacou ainda a importância da palavra enquanto instrumento de ligação entre gerações, sublinhando que a criação literária permite dar continuidade às histórias, às memórias e à identidade cultural.
A atribuição do Prémio Vergílio Ferreira 2026 reafirma o lugar de José Luís Peixoto entre os nomes mais relevantes da literatura portuguesa contemporânea e celebra uma obra que continua a marcar leitores dentro e fora do espaço lusófono.
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