Na edição de Fevereiro do Projecto “Teatro Para Todos”, a Fundação Arte e Cultura transformou-se num verdadeiro território de silêncio, introspecção e confronto emocional para acolher o monólogo “O Apagão”.
A peça desafiou o público a olhar para dentro, questionando as sombras invisíveis que cada indivíduo carrega.
Um monólogo sobre solidão e sombras internas
“O Apagão” apresenta em cena um jovem marcado por abandonos, dependências e frustrações. Sufocado por uma solidão que não faz ruído, mas corrói lentamente, o personagem conduz o público por uma viagem intensa entre memórias, delírios e fantasmas do que poderia ter sido.
Durante um apagão — literal e simbólico — a escuridão exterior contrasta com a luz crua das lembranças que emergem na sua mente. É nesse vazio que se desenrola a narrativa, expondo fragilidades humanas muitas vezes silenciadas.
Quando tudo se apaga, o que resta?
A pergunta central da obra ecoa para além do palco:
Quando tudo se apaga, o que resta de um homem?
A encenação provoca reflexão sobre saúde mental, abandono emocional e o peso das expectativas não cumpridas. Sem grandes recursos cénicos, o monólogo aposta na força da interpretação e na profundidade do texto para criar uma experiência imersiva.
Teatro como espaço de reflexão social
A iniciativa integra o Projecto “Teatro Para Todos”, que tem como objectivo democratizar o acesso às artes cénicas e promover debates sociais através da dramaturgia.
Com “O Apagão”, a Fundação Arte e Cultura reafirma o compromisso de utilizar o teatro como instrumento de consciencialização e transformação, dando palco a temas sensíveis e urgentes da sociedade contemporânea.
Fonte: Fundação Arte e Cultura
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