Na tarde desta sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026, a filósofa e activista brasileira Sueli Carneiro recebeu oficialmente o seu passaporte beninense, formalizando a sua condição de cidadã da República do Benin, na África Ocidental.
O documento consolida a titularização da cidadania que lhe havia sido concedida em dezembro de 2024. Segundo informações oficiais, Sueli preencheu o formulário de inscrição número zero, tornando-se a primeira brasileira a receber o título de cidadania beninense como acto de reparação histórica.
Cerimónia registada em documentário
A retirada e entrega oficial do passaporte aconteceu num evento especial com a presença da activista. A cerimónia foi acompanhada pela equipa do documentário “Mulheres Negras em Rotas de Liberdade”, dirigido pela cineasta Urânia Munzanzu e produzido pela Acarajé Filmes, em coprodução com a Malungo Realizações.
A deslocação da comitiva ao Benin contou com o apoio da Fundação Rosa Luxemburgo.
Reparação histórica e reconciliação com a diáspora
A concessão da cidadania a afrodescendentes integra uma legislação recente do governo beninense, voltada ao reconhecimento dos impactos históricos da escravização e à reconciliação com a diáspora africana espalhada pelo mundo.
Ao receber o passaporte, Sueli Carneiro destacou o significado simbólico do momento:
“Esse é um sonho sonhado por muitos militantes da minha geração, consequência das teses pan-africanas que abraçaram em suas vidas. Cito dois deles: o deputado Luiz Alberto e a saudosa Luiza Bairros, que, se aqui estivessem, não hesitariam em requerer essa cidadania que restitui nossa condição de pessoas africanas”.
O gesto representa não apenas um reconhecimento individual, mas um marco simbólico na luta por memória, identidade e justiça histórica.
Fonte: geledes.org.br
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